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    OBSERVATÓRIO DA UNIVERSIDADE 

 

Textos em destaque

 

 

Os pesquisadores do Brasil na lista do PLOS

Luis Braga (OBSUNI)

 

 

Introdução

 

O objetivo deste trabalho é analisar o perfil de pesquisadores do Brasil incluídos no estudo publicado no periódico PLOS Biology sobre os mais de 150.000 pesquisadores listados segundo um índice composto de produtividade [1]. A avaliação da pesquisa científica produzida com a finalidade de expandir o conhecimento e a cultura é muito mais difícil do que medir custo/benefício de produtos e serviços. A cienciometria ou cientometria tem como marcos fundadores os trabalhos de Lotka, Bradford e Zipf em meados do século passado [2]. A complexidade e o hermetismo da comunicação científica remeteram a sua avaliação para os próprios produtores deste conhecimento, cabendo aos pares a tarefa de valorar a qualidade dos trabalhos apresentados. Naturalmente, muitas distorções passaram a ser notadas – áreas mais populares versus áreas menos comuns ou novas, autocitação e clubes de citação, periódicos consagrados versus novos periódicos, etc... Como a pesquisa científica ou cultural é direta ou indiretamente financiada com recursos públicos, a disputa por uma boa avaliação passou a ser a diferença entre a renovação ou não de um financiamento, de uma bolsa,  ou de insumos para a pesquisa. Todavia, não é objetivo deste trabalho polemizar a formulação do índice mas focalizar exclusivamente os pesquisadores do Brasil, buscando traços comuns e diferenciados que poderão se tornar padrões no futuro.

 

 

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Covid-19: Combatendo a cura (II)*

Os bastidores da mais repulsiva manipulação da saúde pública

 

Luis Braga

(OBSUNI)

 Por isto nos distinguimos,

porque sabemos empreender as coisas

 juntando a audácia à reflexão,

 mais que qualquer outro povo.

Os demais, algumas vezes por ignorância,

 são mais ousados do que o que requer a razão,

 e alguns, por querer fundamentar tudo em raciocínios,

são lentos na execução.

O Discurso de Péricles (1)

 

 

 

 

                        Introdução

 

                        Não é possível analisar a resposta ao COVID-19 pela comunidade internacional em geral e pelo Brasil em particular sem situar qual o ponto de vista adotado em relação à geopolítica mundial porque tudo, fatos, associações e conclusões são consequências deste filtro. O título do artigo já deixa antever do que se está falando. A história das civilizações é repleta de guerras e conflitos entre povos e nações, cada uma das grandes civilizações mais conhecidas – babilônica, egípcia, grega, romana, etc... embora muito distintas entre si guardam em comum uma meta necessária à sua estabilidade – a obediência da população. O poder de mandar é talvez o maior dos poderes, pois dele tudo se deriva, inclusive a riqueza. Mandar obviamente supõe a obediência e esta ao longo dos séculos para ser obtida depende da informação, da adesão, da manipulação, da coerção e/ou da punição.

 

 

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Academia de Letras, Artes e Ciências (ALAC) do ditrito LC-1

5º Ciclo de Acadêmicos

 

A Contribuição das Ciências para a Sociedade

AC Luis Paulo Vieira Braga

 

 

Introdução

 

A ocasião me dá a oportunidade de trazer algumas questões sobre a ciência que estiveram presentes nos debates a respeito das medidas de prevenção e tratamento da Síndrome Respiratória Aguda COVID-19. Identificar a doença já é uma importante contribuição científica que aparentemente causou a desgraça do cientista  que a fez. A Organização Mundial da Saúde (OMS) manteve-se solidária ao governo chinês e negou qualquer tentativa de ocultamento do surto e elogiou as medidas draconianas adotadas – lockdown absoluto. Mas criticou as barreiras externas a viajantes oriundos da China. A recomendação do uso de máscaras, a quarentena e o descrédito quanto ao tratamento precoce da doença foram marcas registradas das recomendações científicas da OMS, replicadas praticamente em todos os países do mundo. No entanto, atitudes discordantes contrariaram o pacote oficial, como a do eminente cientista Didier Raoult que defendeu o uso da hidroxcloroquina-azitramicina com base na observação clínica. A quarentena também provocou a disseminação do vírus SARS-Cov-2 no interior das famílias já que a esmagadora maioria das habitações não comporta áreas de isolamento. A discussão sobre as vacinas levanta mais dúvidas sobre sua segurança, custo, viabilidade do que propriamente sobre sua efetividade. Todos estes episódios ilustram que a ciência, de um modo geral e não somente as ciências médicas, não é única, infalível e indiscutível. Mas em muitos momentos, governantes, mídia e laboratórios quiseram fazer crer o contrário, colocando a ciência num pedestal do qual ela decidiu descer quando se separou da Teologia e da Filosofia.

 

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World University Rankings 2021

Clovis Pereira da Silva (UFPR)

 

O documento anual da Thomson Reuters intitulado Times Higher Education World University Rankings 2021 classificou 1.527 universidades de vários países, inclusive do Brasil. Este documento é baseado em 13 indicadores de desempenho cuidadosamente calibrados, que medem o desempenho de uma instituição em quatro áreas: ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e inserção internacional.

A classificação de 2021 analisou mais de 80 milhões de citações em mais de 13 milhões de publicações de pesquisa e, incluiu respostas de pesquisas de 22.000 acadêmicos em todo o mundo.

Com respeito ao Brasil, foram classificadas 52 universidades públicas e privadas; desse total, emerge a triste constatação de que nenhuma delas conseguiu participar das “Top 10 Universities” [1], aliás, fato que jamais ocorreu desde a criação desse estudo por parte da Thomson Reuters, o que atesta a má qualidade do sistema universitário brasileiro, fato que temos denunciado ao longo dos anos.

Dentre as 52 universidades brasileiras, públicas e privadas, que foram classificadas nesse documento, as duas melhores posições são: USP classificada na faixa 201-250. Aliás, a USP subiu uma faixa em relação ao ano anterior. Em 2020 ela fora classificada na faixa 251-300. A outra instituição é a UNICAMP que fora classificada na faixa 401-500. Esta também melhorou de posição em relação ao documento de 2020.  Na tabela relativa ao ano de 2020, ela estava classificada na faixa 501-600. Estas são as únicas universidades brasileiras que estão classificadas, em 2021, na metade superior da tabela.

As demais universidades brasileiras constantes desse documento foram assim classificadas; 6 instituições classificadas na faixa 601-800; 5 universidades classificadas na faixa 801-1000; e 39 instituições classificadas na faixa 1001+, o que corresponde a 75% do total das universidades classificadas.

Um dos fatos constrangedores que observamos é que, do total de 52 universidades brasileiras classificadas nessa tabela, 50 delas o foram na metade inferior da tabela.

Do Paraná foram classificadas as seguintes universidades: UFPR, UTFPR, PUCPR, UEL, UEM, UEPG e UNIOESTE. Todas elas classificadas na faixa 1001+. Um fato vergonhoso.

O documento em pauta chama atenção para a melhoria de desempenho de várias universidades pertencentes a países situados na área Ásia – Pacífico.

No Brasil, enquanto os gestores públicos se julgarem superiores às instituições, amargaremos resultados vergonhosos, como o que acima relatamos. E La nave va alla deriva.

 

[1] Desse total, duas são universidades do Reino Unido. 1º lugar - University of Oxford. Esta instituição tem, a cinco anos consecutivos, ocupado o 1º lugar na classificação geral do WUR. No 6º lugar- University of Cambridge. E  oito das dez primeiras  são universidades norte americanas.

 

 

 

 

O deficit chinês em ciências sociais e humanas

Luis Braga (OBSUNI)

 

Gosto muito do ranking de Leiden porque é focado em pesquisa, as universidades são avaliadas segundo o impacto de suas publicações, todas em periódicos indexados pelo Web of Science. No período 2014-2017 que é o último divulgado amplamente, a China se destaca com 13 universidades, dentre as 25 melhores do mundo em produção científica global separadas por áreas – Ciências da Saúde, Ciências da Terra,  Matemática e Computação, Física e Engenharia e Ciências Humanas e Sociais. Se a China já disputa em igualdade com os EUA nas ciências duras, é nas ciências sociais e humanas que reside sua fragilidade, a soma da produção* nesta particular área das top instituições chinesas (3962) quase se iguala àquela da primeira universidade no ranking – a universidade de Harvard (3132).

 

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Decepção – II

Clovis Pereira da Silva

 

Este texto tem o objetivo de oferecer algumas reflexões ao governo federal, à comunidade acadêmica brasileira e à parte culta e bem informada da sociedade brasileira, sobre a proposição de uma reforma do sistema universitário brasileiro, atualmente banalizado, vulgarizado e distante de modelos de sistemas universitários existentes em países desenvolvidos.

 

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Covid-19: Combatendo a cura (I)*

Os bastidores da mais repulsiva manipulação da saúde pública

 

Luis Braga

(OBSUNI)

 

Introdução

 

                        Atuo em geoestatística e mineração de dados há mais de 30 anos e desde 2007 coordeno o Projeto OBSERVATÓRIO DA UNIVERSIDADE (OBSUNI)1 cuja meta pode ser resumida na investigação de porque a universidade não funciona, ou funciona tão mal no Brasil e não tão bem mundo afora2. Em meados de fevereiro organizamos uma palestra sobre a pandemia COVID-19 com o Dr. Fernando Portela Câmara que foi posteriormente desdobrada em 4 vídeos que se encontram na página da TV OBSUNI3, no site do OBSUNI. Cinco meses depois, com cerca de 17 milhões de casos no mundo, por volta de 10 milhões de recuperados, 670 mil mortos e o restante em tratamento, a mais recente pandemia tem como sua principal característica as abusivas intervenções de entidades supranacionais, governos e corporações que mais parecem apontar para o combate à cura do que sua promoção. A etapa culminante deste processo mórbido é a venda na escala de bilhões de uma vacina, posta como a única porta de saída para a sobrevivencia da humanidade...

 

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1) Uma dos links de referência foi banido, listo aqui para conhecimento de todos: https://medium.com/@filiperafaeli/hidroxicloroquina-a-narrativa-de-que-n%C3%A3o-funciona-%C3%A9-a-maior-farsa-da-hist%C3%B3ria-recente-da-20e9928fbb19

 

2)  ENGLISH VERSION

 

 

 

 

O Escrito Pelo Não Escrito

 

Clovis Pereira da Silva

 

            A comunidade acadêmica brasileira, a parte culta da sociedade e as pessoas de bem do país foram recentemente surpreendidas pela mídia, com a divulgação da abjeta notícia de que o ex- Ministro da Educação do Brasil, antes de assumir o cargo, forjou dados acadêmicos quando da atualização de seu CV na Plataforma Lattes, criada e mantida pelo CNPq. Este é um documento sério, posto à disposição da comunidade científica pelo CNPq, de validade em todo o território brasileiro e, aceito pela comunidade científica internacional. Os candidatos aos concursos públicos, de provas e títulos, que são realizados nas universidades e nos institutos públicos brasileiros para o cargo de professor ou de pesquisador, o utilizam para a prova de títulos, com as devidas comprovações dos títulos anexadas.

 

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E La Nave Va Alla Deriva

 

Clovis Pereira da Silva

 

No Brasil. em função da má qualidade de seu sistema escolar (sistema básico e sistema universitário), os eleitores têm escolhido analfabetos funcionais e alfabetizados hipócritas e de má índole, para os diversos cargos da administração pública (municipal, estadual e federal). Percebemos que a ideia central para isso é que, em conjunto com a má escolha dos pretendentes aos cargos públicos, há a ilusão por parte dos eleitores de que ao assumir o cargo público, o eleito uma pessoa não qualificada para tal missão, adquirirá por meio do cargo os conhecimentos e a qualificação inerentes ao cargo assumido. Sombria ilusão.

 

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O crime sem castigo leva ao castigo sem crime*

 

Luis Braga (OBSUNI)

 

O advento da internet é o marco de uma nova revolução nos meios de produção com consequências em todos os setores, especialmente na comunicação com a web. O monopólio da informação unidirecional foi quebrado por aplicativos que democratizaram a um nível inimaginável a expressão de idéias e opiniões. O faz de conta de uma imprensa livre foi confrontado com a realidade de milhões de jornalistas cidadãos que fazem o inferno dos autocratas e dos corruptos. Esta revolução na comunicação não se dá sem excessos ou manipulações mas, desde que o acesso continue franqueado, eles podem ser contestados ou denunciados na rede. O impacto da potencialização da opinião pública na web ensejou o conceito de quinto poder superior ao decadente quarto poder (da imprensa tradicional). Nos países democráticos, portanto, aonde o direito à livre expressão é assegurado constitucionalmente, as redes sociais adquiriram um status excepcional por permitir a indivíduos, grupos ou instituições o acesso direto à opinião pública sem depender de editorias nem sempre comprometidas com o bem estar da população e o progresso da sociedade. As forças anti-democráticas passaram então a tegiversar sobre o fluxo de informações na web, estigmatizando frequentemente as notas dissonantes  como fake news.

 

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Decepção

 

Clovis Pereira da Silva

 

A administração federal atual tem a grande oportunidade de iniciar um processo para a construção de um país rico, próspero e desenvolvido. Como patriota e membro da comunidade acadêmica brasileira sentimo-nos decepcionados com a opção feita pela administração federal, em não atacar de frente o grave problema da má qualidade do Sistema Universitário Brasileiro – SUB, que é formado pelo SNG e pelo SNPG. O problema permanece em aberto.

Desde janeiro de 2019 que temos, via OBSUNI, recomendado a administração federal, ações inteligentes, com o objetivo central de resolver esse grave problema. Em verdade, não esperávamos que os atuais gestores do Sistema Universitário Brasileiro (MEC e SESu) relegassem ao futuro distante a solução desse grave problema.

 

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O prof. Clóvis, um permanente defensor da universidade de excelência, traz mais um texto inspirado nos mais elevados paradigmas de ensino universitário e produção científica. As crises política e de saúde aumentam ainda mais a pressão sobre o deficiente sistema de educação no Brasil. Os ministérios da Educação e da Saúde são objetos de desejo dos políticos, dos lobistas e dos grupos ideológicos face aos seus orçamentos e alcance nacional. Em particular, o Ministério da Educação pela sua dimensão já foi objeto de especulação sobre a retirada da educação superior (graduação e pós) da pasta com sua transferência para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Outra proposta federaliza o ensino básico que nas  gestões anteriores foi tratado como o filho feio do ministério. Os críticos da abrangência atual do MEC argumentam que o lobby do ensino superior suga as verbas do ministério para si. Até iniciativas voltadas para o ensino básico são instrumentalizadas para o financiamento indireto de instituições de ensino superior. Apesar disso, o ensino básico continua mal e o ensino superior também. Então a decepção parece ceder lugar ao destino trágico de educação subdesenvolvida e fracassada no Brasil.

 

Luis Braga (OBSUNI)

 

 

 

 Luis Braga, Você descreve muito bem a trajetória horrorosa das coisas da educação no Brasil. O estado atual não é um fenômeno recente. O sistema universitário brasileiro nunca foi tratado ou, concebido, para ser um bom sistema. A corrupção, ou o fato de aproveitar o sistema para obter vantagens financeiras é um processo antigo que remonta o início do século XX. A história sobre a criação das primeiras universidades (que eram privadas, quando não existia MEC) no Brasil nos informa isso. Minha opinião é que os fundadores da nação são os principais responsáveis pelo atual estado de coisas na educação do país. Um fato muito forte e triste é que certo dia passado recente, o senhor Presidente informou, via mídia, que o MEC está loteado (essa foi sua expressão). Devemos (as pessoas cultas) perguntar o seguinte; Não é seu dever, como presidente, acabar com esse loteamento clandestino para o bem da sociedade brasileira ou, o loteamento deve ser perpetuado?

 

Clovis Pereira da Silva (UFPR)

 

 

Novo corona vírus (SARS-CoV-2), o vírus comunista *

 

Luis Braga (OBSUNI)

 

Não é um artigo inspirado no anticomunismo  ingênuo da década de 60, relativamente eficaz para mobilizar a sociedade contra o movimento comunista internacional, mas limitado na percepção da sua essencia e muito menos da sua capacidade de adaptação às novas realidades do capitalismo e da geopolítica. A revolução proletária é etapa vencida, cultuada ainda por alguns grupos sectários que não conseguem mais ressonancia junto aos trabalhadores, hoje dispersos em categorias e serviços inimagináveis para os teóricos da luta de classes do século XIX. Já na década de 40 do século XX, teóricos comunistas especulavam sobre outras formas de alcançar a supremacia pela via da revolução cultural e encontraram na juventude estudantil, minorias e marginalizados a carne de canhão para se contrapor ao conforto da sociedade pequeno burguesa que se formou no rastro de algumas décadas felizes. No mundo do comunismo real, entretanto, a realidade era outra, eliminados os setores reacionários, consolidada a tomada do poder, o desafio era enfrentar os países não comunistas mais poderosos. As guerras de descolonização na América Latina, Ásia e África forneceram o álibi ideal para se contrapor ao mundo capitalista. As duas vertentes muitas vezes se combinavam - durante a guerra do Vietnã os soldados norte-americanos combatiam o Vietcong no sudeste asiático e a polícia combatia manifestantes contra a guerra nos EUA. Os movimentos pacifistas de então eram fortemente infltrados por agentes a serviço da União Soviética.

 

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Recomendações ao Senhor Presidente da República

 

Clovis Pereira da Silva

 

 

O objetivo deste texto é recomendar ações, ao Senhor Presidente da República, para que seja iniciado o longo processo de recuperação da universidade brasileira. Várias administrações federais medíocres e “socialistas” vulgarizaram e banalizaram, no Brasil, a nobre instituição universidade.

 

Até o presente, um dos graves problemas que teimam a prosperidade do país, que embirram o desenvolvimento do Brasil ainda não foi atacado de forma inteligente, consistente e constante pela atual administração federal. Trata-se da recuperação da universidade brasileira.

 

A nobre instituição universidade deixou de ser no Brasil, uma instituição que tem por fundamentos a competência e o mérito. Há no país diversas instituições de ensino superior, públicas e privadas, de má qualidade, contribuindo para que o sistema universitário brasileiro como um todo (que é formado por instituições federais, estaduais, municipais e privadas) seja de má qualidade, segundo os padrões internacionais.

 

Temos feito, via Observatório da Universidade - OBSUNI, recomendações ao governo federal no sentido de ser iniciado o longo processo de solução para esse grave problema. Nossa recomendação de ações tem sido no sentido de construção de um documento contendo um bem definido Plano de Política Universitária para o Brasil – PPUB, para ser executado em longo prazo. Porém, nossas reiteradas recomendações têm caído em “ouvidos moucos”.

 

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Caro Clóvis as suas ansiedades somam-se a de muitos professores que esperavam uma transformação mais rápida do sistema universitário brasileiro. No entanto, a envergadura do MEC, veja depoimento do ministro no artigo "Educação Superior, Bolero ou Funk?" neste blog , dificulta mudanças rápidas. Em depoimento recente no senado federal, o ministro destaca ações materiais no ensino básico e médio, e preserva a estrutura deixada pelo governo Lula-Dilma, especialmente a geringonça ENEM-SISU e a proliferação de universidades. Eu espero que isso seja fruto mais do imediatismo inevitável das demandas urgentes que se colocam.

 

 

Caro Luis Paulo, A atual envergadura do MEC, como afirma o senhor Ministro, não impede que seu gestor, se desejar e tiver bons planos e bons projetos, além de boa vontade,inicie o longo processo de recuperação da universidade brasileira que está banalizada. Ver exemplos de atuais Ministros que mudaram e continuam mudando as estruturas dos órgãos sob suas responsabilidades. No MEC há muito mais de errado que sua envergadura. Eis uma questão consistente: Por que a SESu construiu o Future-se, programa que abrange apenas as IFES, quando sabemos que a má qualidade reside em todo o SUB, com exceção de poucas universidades públicas que ofertam cursos de graduação e de pós-graduação stricto sensu de boa qualidade? Seriam as pressões das chamadas forças ocultas? Além do que, Caro Luis Paulo, a construção de um bom SUB é um dos itens para que o Brasil, em conjunto com outros problemas já atacados pelo atual governo federal, contribuirá para o desenvolvimento continuado do país. Não há pais desenvolvido com universidades subdesenvolvidas.

 

 

 

Todo mundo quer ser professor titular em uma universidade pública

 

Luis Braga

 

Um conhecido dirigente universitário federal (emérito, duas vezes titular) fez uma provocação, há algum tempo atrás, ao afirmarque se um ônibus ficasse enguiçado por muito tempo no campus de sua universidade, o motorista se tornaria adjunto IV. O alvo da crítica era a concentração de professores nessa classe e nível, a penúltima da carreira docente de então, vigente desde 1987 (PUCRCE). Somente, em 2008, foi criada a categoria de Professor Associado, com 4 níveis, impondo-se que a primeira progressão para essa categoria não poderia ser múltipla, apesar de muitos professores estarem há quase 20 anos no nível anterior. Posteriormente concedeu-se a progressão administrativa por tempo de serviço para professores associados que ainda estivessem na ativa. Rapidamente a ascensão ao último nível da carreira de associado foi viável para um grande contingente de docentes. O próximo patamar – titular – passou a ser o sonho de consumo de todo associado IV.

 

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 Luis Paulo, Bem posta sua posição com respeito ao problema citado e, ao escândalo da equiparação salarial dos titulares. O grave problema que corrói o sistema universitário brasileiro e, em particular, as IFES (agravado por administrações federais "socialistas") vem sendo abordado por membros do OBSUNI há alguns meses. Lamentavelmente, os gestores do sistema (MEC e SESu) fazem "ouvidos de moucos" para nossas recomendações e apresentações de soluções simples.

 

Clovis Pereira da Silva

 

Clarivate Analytics: Citation Laureates 2019

 

Clovis Pereira da Silva

 

A Clarivate Analytics Company e o grupo Web of Science divulgaram recentemente o documento contendo a lista dos cientistas incluídos na relação Citation Laureates 2019 e, que trabalham nas seguintes áreas: Fisiologia ou Medicina, Química, Física e Ciências Econômicas. Áreas, dentre outras, nas quais a Fundação Nobel concede anualmente o prestigiado Prêmio Nobel.

           

Segundo o documento, os Laureados com a Citação são de classe Nobel e são dignos candidatos à seleção, em suas respectivas áreas de trabalho, ao Prêmio Nobel em 2019, ou em anos futuros.

Ao selecionar esses pesquisadores da classe Nobel, os analistas da Clarivate Analytics Company se concentraram nos dados da Web of Science, um recurso online que reflete o trabalho científico de cada um dos indexados. Para selecionar esses pesquisadores, as pessoas envolvidas no processo analisaram o conteúdo de mais de 34.000 publicações científicas como periódicos (revistas científicas) e outros materiais de origem.

 

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Educação Superior e Pesquisa no Brasil: Bolero ou Funk?

 

Luis Braga*

 

Introdução

 

A Educação e a Pesquisa caminham juntas em muitas Instituições de Ensino Superior (IES). Embora as atividades de pesquisa sejam também realizadas em diversas instituições isoladas, quantitativamente, na sua maior parte, é nas universidades que elas se concentram graças ao sistema de pós-graduação. Por outro lado, este nível de ensino está mais presente nas instituições de ensino públicas devido ao seu custo a fundo perdido, tanto em termos materiais como de recursos humanos. O distanciamento em relação à sociedade, por um lado, e às atividades econômicas, por outro, conferiu um caráter distinto às universidades públicas que se tornaram repúblicas independentes financiadas pelo estado, uma das muitas dualidades incongruentes da sociedade brasileira. Sem usufruir da tradição de suas congêneres no velho e até no novo mundo, mas apegadas a uma formulação escolástica, as universidades públicas são presas fáceis de seu anacronismo. As instituições particulares têm menos questões de consciência porque, embora devam formalmente seguir os mesmos ditames da densa legislação que rege a educação superior, colocaram seu foco na formação profissional imediata, facilitando o acesso e a diplomação de seus alunos graças a cursos modulares de duração reduzida e com ampla utilização do ensino a distância. Sua participação no ensino de pós-graduação estrito senso e na pesquisa é reduzido ao mínimo necessário exigido pela fiscalização do SINAES.

 

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Caro Luis Paulo,

 

Em seu texto, julgo que você, por algum motivo, não abordou a questão da atual má qualidade do sistema universitário brasileiro, efeito da causa que você descreveu como fruto de medidas (leis, decretos, incompetências etc.) desordenadas e eleitoreiras praticadas por administrações socialistas que, sabidamente quebraram o Brasil. A CAPES vem realizando e aprimorando desde os anos 1970 um bom trabalho de avaliação e credenciamento de programas do sistema de pós-graduação stricto sensu, mesmo assim. observo que um grande número de mestrados com nota mínima 3 em diversas avaliações consecutivas tem sido autorizados a continuar, quando, em minha opinião deveriam ser descredenciados. Já o INEP falhou por completo em sua missão de avaliar julgar e credenciar os cursos de graduação que são ofertados no país. Qual o real motivo desse fato? Incompetência, corrupção? O grave problema da endogenia na formação pós-graduada dos docentes de diversas universidades br asileiras tenho abordado em textos vários. Este é um problema de simples solução. Basta que, como propomos em texto sobre Um Plano Estadual de Capacitação de Decentes para o Paraná, a instituição de ensino superior não permita que seus docentes se matriculem em programas de pós-graduação stricto senso ofertados pela própria instituição, ou em instituições situadas em um raio de 600 km de distância da instituição de origem do docente. Como sempre, o problema decorre da falta de planejamento por parte dos diversos Departamentos das universidades públicas. A incompetência de gestores do sistema universitário brasileiro desde os anos de 1940, nos legou a má qualidade atual do sistema. Urge que seja iniciado o processo de criação de um bom documento contendo uma política universitária para o Brasil. Lembro que já foi proposta, pelo OBSUNI, essa questão aos atuais gestores do MEC/SESu. Com respeito à pesquisa científica a ser produzida por docentes pós-graduados, sabemos que o mestrado não prepara seus egressos para a pesquisa científica. Aliás, o mestrado existe no Brasil para complementar a formação de graduação que é muito fraca na maioria das universidades públicas, idem privadas, quando alguém pretende ingressar em um programa de doutorado, Em matemática esse problema é claríssimo quando alguém pretende ingressar em um programa de doutorado acadêmico ou profissional. A pesquisa científica não é feita pelas universidades privadas (exceto em pouquíssimas instituições privadas) com o mesmo vigor e empenho das universidades públicas, por falha única dos órgãos avaliadores do MEC. Para que isso aconteça desde os os anos 1960, suponho que haja forças ocultas entravando o sistema. Quanto ao programa de Bolonha, lembro que as boas universidades europeias torceram o nariz para essa iniciativa. Lembro ainda o WUR 2020, da Thomson Reuters, no qual as Top 10 universidades jamais aderiram ao projeto. Seus dirigentes não são bobos. Sugiro que observe, nesse documento a classificação das universidades brasileiras, inclusive as que aderiram ao programa de Bolonha. Nesse prestigiado documento foram classificadas 1.400 universidades de diversos países do planeta Terra. As universidades brasileiras, exceto a USP, estão classificadas na rabeira da tabela.

 

 

Clovis Pereira da Silva

 

 

Questionamentos

 

Clovis Pereira da Silva*

 

Por que os gestores do MEC/SESu não trabalham no sentido de elaborar um Plano de Política Universitária para o Brasil – (PPUB), um documento abrangente, estruturante e balizador que crie, em longo prazo, um bom sistema universitário para o Brasil? Quais são as forças que atuam em sentido contrário impedindo a elaboração de um documento desse porte, necessário ao sistema universitário brasileiro?

 

Lembramos aos responsáveis pela gestão do sistema universitário brasileiro, o substancial progresso na melhoria de qualidade, que têm feito anualmente algumas universidades de países situados na região Ásia-Pacífico. Instituições que têm se destacado em Ciência da Computação (em cursos de graduação, de pós-graduação, em pesquisa científica). Por que os gestores do MEC/SESu não agem de modo análogo? 

 

A respeito do quase eterno problema, a má qualidade do sistema universitário brasileiro, membros da comunidade acadêmica do país têm clamado ao governo federal por soluções inteligentes. Mas os gestores do sistema universitário do Brasil têm feito “ouvidos de mercador”. Condição que impede os gestores do MEC/SESu de criarem um grupo de trabalho que tenha a missão de elaborar um documento contendo um Plano de Política Universitária para o Brasil – (PPUB). Ou seria falta de vontade política em conjunto com falta de visão estratégica de futuro para o país por parte desses gestores? Seria descaso com a sociedade brasileira?

Todos esses são questionamentos para os quais ainda não temos respostas. Quando nos referimos ao sistema universitário brasileiro queremos dizer, o sistema formado por instituições de ensino superior: federais, estaduais, municipais e privadas.

 

Uma das respostas plausíveis que encontramos para o não equacionamento desse grave problema é a seguinte: um grande e egoísta ego que talvez tenham os gestores do MEC/SESu, peculiaridades que os impedem de racionar de modo lógico para dialogar e aceitar ou não, recomendações simples e factíveis para a solução desse problema, que têm sido apresentadas por experientes membros da comunidade acadêmica brasileira.       

  

Lembramos que os membros da sociedade brasileira que trabalham, produzem, votam e pagam impostos têm o direito de ter uma resposta inteligente e consistente, por parte dos gestores do MEC/SESu, para a não solução desse grave problema que corrói o sistema universitário brasileiro desde os anos 1950.

 

Lembramos ainda que o programa “Future-se” não é solução para o problema acima citado. Este programa, que não é amplo, foi criado este ano pelos gestores do MEC/SESu, mas abrange apenas as IFES. As instituições de ensino superior estaduais, municipais e privadas estão de fora do “Future-se”. Qual o propósito? Quais as forças que atuaram nesse sentido entravando o desenvolvimento do Brasil?

 

* Professor aposentado pelo Departamento de Matemática da UFPR.

 

 

 

Os Conselhos Profissionais estão cumprindo o seu papel?

 

Luis Braga (OBSUNI)

 

Em agosto de 2019 o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um acordão de número 1925 relativo ao Controle de Entidades Paraestatais, no caso os Conselhos Federais e Regionais do Trabalho. O Relatório final é longo e contempla várias não conformidades maiores ou menores. No entanto, há um destaque para a insuficiência de recursos aplicados pela maioria dessas entidades na função de fiscalização que é, em essência, a sua principal funçãos. Trata-se do dever legal competência delegada pelo Estado – de buscar garantir à sociedade, nos termos da lei, o adequado exercício da profissão regulamentada, especialmente em relação aos aspectos de habilitação e ao respeito aos padrões técnicos e éticos. A Tabela abaixo transcrita do documento oficial revela que a verba destinada à fiscalização corresponde a um porcentual baixo da arrecadação e em alguns casos é superada pelas diárias e passagens pagas aos conselheiros. Como as entidades foram cientificadas do acordão que é de conhecimento público e está disponível na página do tribunal, os profissionais registrados devem acompanhar os desdobramentos do parecer.

 

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Universidade de Excelência Mundial, uma Necessidade para o Brasil

 

Clóvis Pereira da Silva (1)

 

Para que possa ser iniciado no Brasil o lento processo de desenvolvimento continuado, uma das condições necessárias é construir no país um bom sistema de ensino superior e, esse sistema deverá ter algumas universidades de excelência mundial.

Em verdade, as administrações federais do passado jamais tiveram, talvez por falta de assessores competentes, vontade política para construir desde os anos 1950 um bom sistema universitário para o Brasil. Acrescentemos a esse fato, outro, que é o seguinte: nos últimos 40 anos diversas administrações federais por questões ideológicas conseguiram banalizar no Brasil, a nobre instituição universidade. Houve uma criação desordenada de instituições de ensino superior sem infraestruturas, sem professores qualificados, etc. (muitas delas medíocres e ostentando o nome de universidade). Como efeito dessa causa, o Brasil possui atualmente um sistema universitário de má qualidade, como atestam os documentos anuais elaborados pela empresa Thomson Reuters e intitulados Times Higher Education World University Rankings; Times Higher Education World Reputation Rankings.

 

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Permita-nos Insistir, Senhor Ministro da Educação

 

Clovis Pereira da Silva

 

Como membro da comunidade acadêmica brasileira vivenciamos, ao longo dos anos, os grandes problemas do país que influenciaram ou contribuíram para não apresentação, por parte de agentes públicos federais, de soluções para os problemas que têm corroído a universidade brasileira. A não estruturação, a não criação e a não oferta de um bom sistema universitário civil para a sociedade brasileira é um desses graves problemas.

 

Por meio do OBSUNI temos, ao longo dos anos, tentado contribuir para salvar a universidade brasileira, sem descriminar viés político ideológico das diversas administrações federais do passado. Contudo, os responsáveis pela gestão do MEC e da SESu em passado recente, por algum motivo que não sabemos, têm ignorado nossas recomendações e alertas, bem como recomendações e alertas de colegas pertencentes ao OBSUNI, as quais apresentam viáveis soluções para os problemas que afetam o sistema universitário civil do Brasil.  

 

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Extensão Obrigatória na Educação Superior

 

Luis Braga

 

Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Art. 43. A educação superior tem por finalidade:

VII – promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.

 

O conceito de extensão universitária foi profundamente redefinido a partir 1995 durante a gestão Fernando Henrique Cardoso por iniciativa de sua esposa Ruth Cardoso que criou o Universidade Solidária (UniSol). Nessa formulação, a extensão universitária está exclusivamente direcionada para a intervenção de cunho social. Nos Governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores a institucionalização das atividades de extensão nas universidades públicas foi expandida e aprofundada, seu órgão máximo é o Forum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX). A política nacional de extensão está explicitada em diversos documentos que inspiraram a regulamentação da extensão universitária.

 

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De  Clovis Pereira da Silva

 

 Luis Paulo, Seu texto aparece em bom momento do contexto em que o governo federal lança um pequeno projeto para as IFES e não para todo o sistema universitário brasileiro. Espero que os gestores da SESu/MEC leiam seu texto e, consigam acordar da letargia que tem caracterizado a SESu nos últimos 16 anos. O sistema universitário brasileiro, que é formado por instituições federais, estaduais, municipais e privadas, necessita de um bem definido e estruturante Plano de Política Universitária, afim de que a excrescência que lhe foi acrescida por "socialistas" seja removida. Urge que salvemos a universidade brasileira. A nobre instituição universidade foi banalizada por inescrupulosos gestores brasileiros.

 

 

 

Podemos Salvar o Sistema Estadual de Ensino Superior do Paraná

 

Clovis Pereira da Silva*

 

            O objetivo deste texto é reiterar ao governador do Estado do Paraná e, ao gestor da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), nossa recomendação sobre a necessidade de criação e execução em longo prazo, de um bem definido Plano de Política Universitária para o Paraná (PPUPR).

O Estado do Paraná uma das unidades mais abastadas e prósperas do Brasil e, que possui riqueza humana e material em boa quantidade tem elevado potencial para possuir, em longo prazo, um sistema de ensino superior público de boa qualidade. Sistema que atualmente é formado por sete universidades estaduais.

 

* Professor aposentado pelo Departamento de Matemática da UFPR

 

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Implantação do PRONEX no Paraná

 

Clovis Pereira da Silva*

 

                  Ao titular da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) recomendamos que, com a anuência do Governador do Estado, e com a colaboração de seus assessores, crie ações e metas que balizem e conduzam o sistema de ensino superior do Paraná, que é formado por sete universidades, à obtenção da boa qualidade em médio prazo e, em longo prazo, a obtenção da excelência.

                Neste texto abordaremos apenas um dos tópicos que merecem ser revistos no sistema de ensino superior do Estado do Paraná e, que diz respeito aos programas de pós-graduação stricto sensu. Em carta datada de 06/05/2019, endereçada ao Governador do Paraná Senhor Carlos Massa, explicitamos os tópicos referentes à graduação que devem ser abordados pelos gestores do sistema estadual de ensino superior do Paraná.

 

* Professor aposentado pelo Departamento de Matemática da UFPR

 

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Desatino do Ministro da Educação?

 

Clovis Pereira da Silva*

 

            Consideramos o momento atual propício para que o Senhor Ministro da Educação, em conjunto com sua assessoria pertencente à SESu, inicie a construção do processo, na forma de um Plano estruturante e balizador, para retirar o sistema universitário brasileiro de seu longo período de hibernação, que o levou à má qualidade.

 

              Se o atual titular do Ministério da Educação não iniciar o longo processo para fazer com que o sistema universitário brasileiro adquira, paulatinamente, condições estruturais para criar um país desenvolvido com uma sociedade rica e próspera, então consideramos insensatez por parte do gestor do MEC.

 

               Para esse processo recomendamos ao Senhor Ministro da Educação que crie um grupo de trabalho com a missão de elaborar um documento contendo um bem definido Plano de Política Universitária para o Brasil. Plano que estruture, balize e formate condições para o momento atual e, para o futuro do sistema universitário do país.

 

                     Para que o documento a ser elaborado não se torne mais um trabalho de Sísifo, como sói acontecer, recomendamos que o grupo de trabalho seja formado por pessoas cultas, lúcidas, esclarecidas, experientes, que conheçam os problemas que afetam a universidade brasileira, que amem o Brasil e, sejam em sua maioria membros da comunidade acadêmica brasileira. Há muitos brasileiros com este perfil que certamente aceitariam uma convocação do Senhor Ministro da Educação para elaborar um documento com esse objetivo.

 

* Professor aposentado pelo Departamento de Matemática da UFPR

 

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Insensatez

 

Luis Braga*

 

O ministro da educação vem generalizando a visão de anarquia das universidades federais, não faltam vídeos, boletins de ocorrência e processos judiciais que corroborem as palavras do ministro aliás amplamente reverberadas nas redes sociais. O remédio para isso, a se depreender das últimas ações ministeriais, é corte de verba e cobrança rígida das normas de funcionamento das universidades federais. No outro extremo do campo de batalha encontram-se os dirigentes e sindicatos universitários que em sua maioria apoiaram o projeto da esquerda para o Brasil, materializado nas gestões de Lula e Dilma e na candidatura de Haddad. No entanto, a maior parte dos docentes, técnicos administrativos e estudantes está  e sempre esteve alheia a essa disputa entre esquerda e direita. Reféns nessa disputa serão mais vítimas das circunstâncias do que de uma ação consciente, afinal quem quer trabalhar ou estudar em uma instituição precarizada e radicalizada? Não há nenhuma dúvida de que muito precisa ser mudado e de forma irreversível, mas terá o ministro a fórmula adequada às necessidades do país no século XXI? Substituir reitores de esquerda por reitores de direita vai resolver? Manter a atual estrutura de gestão financeira e administrativa não compromete qualquer melhoria? A carreira docente tal como está cumpre suas finalidades? Estas e muitas outras questões vem sendo abordadas no Projeto do Observatório da Universidade (OBSUNI) e julgo oportuno revisá-las para contribuir reflexivamente na busca de uma nova opção para a universidade pública no país.

 

Em 2018 apresentamos diversos trabalhos neste sentido:

 

Fluxo da Educação Superior Brasil 2010-2015;

Reflexões ulteriores sobre o Ajuste Justo (?) recomendado pelo Banco Mundial para as universidades públicas brasileiras;

Universidades de Excelência;

Os três "q´s" da formação universitária de jovens no Brasil:Para quê, quem ensina, quem estuda;

A Indiferença dos Candidatos, ao Cargo de Presidente da República em 2018, pela Proposta de uma Política Universitária para o Brasil;

Para Salvar a Universidade Brasileira;

Pesquisadores de Classe Mundial: Laureados em 2018 por Clarivate Analytics;

A universidade pública não é negra e o Brasil não é um país africano;

Eu sou a RESISTÊNCIA

 

Nesse momento de radicalização e insensatez de parte a parte, cabe introduzir pontos de vista de quem não está no governo, nem milita na estrutura das universidades federais ou nas suas linhas auxiliares, na verdade, a visão da autêntica resistência que encontra na observação da realidade, na lógica e em princípios básicos, os fundamentos para reflexão e projeto de ação. Começando pelos princípios devemos ser econômicos e realistas, a plêiade de princípios para a universidade enunciados na atual Lei de Diretrizes e Bases do Ensino é típica da verborragia dos políticos brasileiros (Art. 43º da LDB), falta-nos a essencialidade e objetividade das instituições americanas, a Universidade de Berkeley resume em três palavras os princípios sobre os quais a universidade pública deva se assentar: Excelência, Inclusão e Igualdade. São três componentes independentes que não devem influenciar-se reciprocamente. Ou seja, a Excelência não pode ser diminuída para se constituir num atalho para a Inclusão, nem tampouco o conceito de Igualdade deve ser transformado em Desigualdade. É mister chamar a atenção para essa novilíngua praticada na academia brasileira que altera o sentido do Sim para Não. As equivocadas políticas afirmativas são a negação da Inclusão e da Igualdade e não o contrário. A questão da excelência não é menos simples, pois vem sendo contaminada pela introdução de questões filosóficas, morais ou religiosas no desenvolvimento científico e cultural. Arte engajada, ciência progressista, formação de cidadão são manifestações estranhas ao desenvolvimento científico e cultural, pelo contrário representaram entraves graves, como foi o caso da revolução cultural na China, no episódio Lisenko na União Soviética ou ainda no Macartismo nos EUA. Isso não significa que o país não deva ter leis e conviccções de ordem moral ou religiosa mas elas não devem interferir na criação do pensamento cultural ou científico, embora possam limitar sua aplicação ou difusão ampla. Ou seja, liberdade de criação, mas restrição na aplicação de acordo com as legislação vigente.

 

As presentes estruturas de carreira, administrativa e financeira das universidades federais violam o tempo todo os princípios básicos da Excelência, Igualdade e Inclusão. A admissão via seleção por pares é uma fonte inesgotável de favorecimento, já propusemos concursos em duas etapas, uma regional voltada para a grande área e outra específica focada no interesse da seção que detem a vaga.  A dedicação exclusiva deve ser substituída pela dedicação efetiva, sujeita a revisão sistemática. Os dirigentes máximos – reitores, decanos e diretores devem ser escolhidos por comitês de busca propiciando assim que docentes ou não docentes de outras instituições e empresas sejam captados pelas universidades federais em contratos específicos quando for o caso do escolhido não ser da própria universidade. Evidentemente que essa flexibilidade só é possível em um regime de gestão autônoma, o que pode ser assegurado por um contrato de gestão entre a universidade e a União ao invés das jurássicas autarquias, enfim a autonomia financeira tão sonhada, mas que representa uma enorme responsabilidade. Já é tempo da universidade pública sair da adolescência.

 

Não tenho a pretensão aqui de escrever um novo capítulo da educação superior na Lei de Diretrizes e Bases do Ensino Superior, mas é urgente que o Ministério da Educação abrace essa missão para que as pressões que estão sendo geradas nas caldeiras da universidades públicas não sirvam apenas como pano de fundo na oposição sistemática ao governo atual com dramáticas consequências para as atividades de ensino, pesquisa e extensão.

 

 * Luis Braga coordena há mais de 10 anos o Projeto Obsuni. É professor colaborador no Departamento de Geologia da UFRJ, avaliador do SINAES e secretário da ALAC de Lions Internacional

 

 

 

Um Lobby de Cientistas em Brasília

 

Clovis Pereira da Silva

 

 

            O objetivo central deste texto é recomendar às diretorias das principais associações científicas brasileiras (SBF, SBM, SBQ, SBHMat, SBEM, AMB, SPM) que criem e mantenham, em Brasília, um lobby de cientistas junto ao Congresso Nacional, com os objetivos seguintes:

1- Trabalhar no sentido de convencer, via argumentos lógicos e consistentes, os congressistas para que apoiem, quando nas fases de tramitação no Congresso Nacional, matérias referentes às melhorias das atividades científicas no Brasil.

            2 - Realizar periodicamente palestras junto aos congressistas e, também junto à sociedade brasileira (nas diferentes regiões do país), para explicar e explicitar aos participantes das mesmas, quais os objetivos e os benefícios para o Brasil, portanto para a sociedade brasileira, provenientes da formação de bons cientistas, pois na busca do conhecimento o mais essencial é o capital humano. Dar visibilidade à pesquisa científica e tecnológica brasileira e, explicitar quais são os produtos que poderão ser produzidos pela indústria, para uso da sociedade, oriundos da atividade científica.

 

 

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Eu sou a RESISTÊNCIA

 

Luis Braga*

 

 

Encerrada a apuração do segundo turno da consulta para Reitor da Universidade Federal do Rio de janeiro em 2015, cada posição apresentou os resultados de acordo com sua visão do pleito. Os pseudo regimentalistas(1) usam o sistema de ponderação da resolução do CONSUNI, número 03, de 2015. De acordo com ela, Leher teve 25,007% dos votos do colégio eleitoral e Denise 23,897%, diferença de apenas 1,11% entre as duas chapas. Para o candidato vencedor, adepto da paridade, o que vale são os 13.377 votos recebidos, dos quais 9.538 de alunos, contra os 6.580 votos de sua concorrente, que venceu na categoria docente por 1.851 a 1.133. Muitos dos alunos que ajudaram a eleger Leher já terão deixado a universidade antes do fim de seu mandato...

 

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O artigo foi escrito antes da decisão do atual reitor não se apresentar novamente para a eleição.

 

 

A universidade pública não é negra e o Brasil não é um país africano

 

Leandro Nogueira

 

Em um dos textos de apresentação da IV Pesquisa Nacional de Perfil dos Discentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), o autor que é também coordenador do Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis- FONAPRACE, estabelece que a universidade (pública) caminha na direção de espelhar a composição social do país, sendo “feminina e cada vez mais popular e negra” (ANDIFES-FONAPRACE, 2016).

Noves fora o desafiador debate sobre o sexo das instituições federais de ensino superior, bem como das entidades angelicais, cabe aqui questionar o racialismo inscrito na afirmação do referido documento, no momento histórico em que o conceito socialmente construído de “raça” não encontra amparo no conhecimento científico, além de ser evocado de forma a negar tanto a miscigenação como a ampla diversidade étnica enquanto notáveis elementos de influência para a definição da identidade brasileira.

 

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Pesquisadores de Classe Mundial: Laureados em 2018 por Clarivate Analytics

 

Clovis Pereira da Silva

 

O objetivo desta nota é divulgar para a sociedade brasileira e, em particular, para a nova administração federal que assumirá em janeiro de 2019, informações contidas no documento elaborado por Clarivate Analytics Institute for Scientific Information, contendo a relação dos pesquisadores que poderiam ser laureados com o Prêmio Nobel em 2018, relação que foi apresentada antes da divulgação, pela Fundação Nobel, dos ganhadores do Prêmio. E simultaneamente, a nota pretende alertar, a sociedade brasileira, para o efeito da grande causa que tem sido o descaso, ao longo dos anos, das administrações federais pela busca da excelência na qualidade do sistema universitário do Brasil (SNG e SNPG). Nada justifica esse descaso, exceto talvez a parvoíce.

 

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Para Salvar a Universidade Brasileira

 

Clovis Pereira da Silva

 

 

O objetivo deste texto é sugerir à nova administração federal, a ser iniciada em 1º de janeiro de 2019, que durante o hercúleo trabalho para encetar o processo de reconstrução do Brasil, elabore um amplo projeto visando à recuperação da universidade brasileira, por meio de um plano de politica universitária para país.

 

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10 anos do GOLPE do REUNI na UFRJ,

a história da implantação do programa do governo Lula-Haddad na maior universidade do país

Série Especial preparada pelo Projeto OBSUNI

 

Toque de REUNIr*

 

Luis Braga

 

O abismo que nos protege*

 

Luis Braga

 

REUNI invade de novo a pauta do CONSUNI*

 

Luis Braga

 

O PDE não é só o REUNI!*

 

Luis Braga

 

REUNI ou DESUNI ?*

 

Luis Braga

 

Vídeo sobre a aprovação do REUNI na UFRJ

 

 

 

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