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* Pira Olímpica na Orla Conde

Textos em destaque:




 Carta Aberta do Prof. Mauro Schechter à Comunidade Universitária



A Justiça Federal declarou a nulidade do ato demissional a mim aplicado pelo Reitor da UFRJ e determinou a minha imediata reintegração ao cargo de Professor Titular de Infectologia da Faculdade de Medicina. Conforme descrito a seguir, os fatos que culminaram com a minha demissão, ora revertida, tiveram início em 2004, quando denunciei roubos e grosseiros erros contábeis ocorridos na Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB) e que comprovadamente lesaram o patrimônio da UFRJ em milhões de Reais. Espero que, à diferença de gestões anteriores, a atual Reitoria não opte por acobertar e por deixar impunes desvios de recursos públicos.



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Agosto de 2016


Uma Política Universitária Para o Brasil

Clovis Pereira



            Neste artigo abordaremos um assunto de relevância para o sistema universitário brasileiro. Trata-se da necessidade de elaboração e execução, por parte do Governo Federal, de uma Política Universitária para o Brasil. Por meio de um bem elaborado documento, a nova administração federal terá a oportunidade de corrigir omissões de administrações federais anteriores com respeito ao sistema universitário do país. Ao fazermos este alerta à sociedade brasileira esperamos não estar fazendo um trabalho de Sísifo.

            O fato lamentável é que nos últimos vinte anos o Governo Federal não criou um Plano de Política Universitária para o Brasil. Isto revela, por parte dos gestores do país, o descaso, a falta de sabedoria, de interesse, de zelo e de visão estratégica para com o sistema universitário brasileiro.



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Ano X Julho de 2016




Posicionamento sobre o debate nacional acerca das novas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação em Educação Física

Leandro Nogueira


...

Com efeito, contamos atualmente com 1.135 cursos ligados à formação superior em Educação Física e Esportes assim discriminados: 1 (um) curso de formação de professor de EF para educação básica (1 público), 671(seiscentos e setenta e um) cursos de formação de professor de EF (212 públicos; 459 privados), 454 (quatrocentos e cinquenta e quatro) cursos de graduação em EF (98 públicos; 356 privados), 1 (um) curso de formação de técnicos e treinadores esportivos (1 privado), 8 (oito) cursos de gestão desportiva e de lazer (3 públicos; 5 privados). (INEP, 2016).



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Ano X junho de 2016




Um Plano de Política Universitária Para o Paraná

Clovis Pereira



            Neste artigo abordaremos um assunto de relevância para o sistema estadual de ensino superior do Paraná. Trata-se da recomendação que fazemos aos gestores da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná – SETI, para a elaboração e execução de um Plano de Política Universitária para o Estado. Por meio desse plano, que o Paraná necessita, os gestores da SETI terão a oportunidade de corrigir omissões dos criadores do sistema de ensino superior do Paraná.

            Sabe-se que os diversos Governos do Estado do Paraná não construíram um Plano de Política Universitária para as Universidades Estaduais, que foram criadas a partir dos anos de 1960. Este é um fato lamentável, e que revela o descaso, a falta de sabedoria, de interesse, de zelo e de visão estratégica do sistema para o presente e para o futuro, por parte dos gestores do Estado.



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Ano X Maio de 2016




Luis Vieira


A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) outrora denominada Universidade do Brasil é a maior universidade federal do país,  sua história recente reflete a trajetória do regime Lula-Dilma cujo ciclo está chegando ao final. No primeiro mandato de Lula, o seu reitor, também em primeiro mandato, liderou a implantação do REUNI em seu campus, não sem alguma resistencia, sendo seguido por outros reitores em todo o Brasil. 



​Ano X  Maio de 2016


Cem Anos de Solidão

Luis Vieira



A Academia Brasileira de Ciências(ABC) comemora o seu centésimo aniversário sem receber o presente mais desejado pela diretoria que se vai – uma nova sede à altura de sua importância. Espremida em modestas instalações à Rua Anphilófio de Carvalho, no Centro do Rio de Janeiro, a ABC juntamente com a FAPERJ vão cohabitar o denominado Palácio da Ciência situado à rua da Alfândega, no prédio construído em 1926, que pertenceu ao Banco Alemão Transatlântico. As obras de restauro e reforma estão a cargo da Concrejato, tendo sido iniciadas em fevereiro de 2014 e sem data ainda para conclusão.



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Ano X  Maio de 2016




Ensaio sobre o Sistema Universitário Brasileiro

Clovis Pereira



Abordaremos um assunto importante para o país e, em particular, para a comunidade acadêmica brasileira. Trata-se da necessidade de criação, no sistema universitário brasileiro, de algumas Universidades de excelência mundial.


Este é um assunto raramente abordado em reuniões científicas realizadas no Brasil, e nunca discutido no âmbito das reuniões formais realizadas nos Departamentos das Universidades brasileiras, e nem nas reuniões informais do tipo brainstorm, realizadas por membros de Departamentos afins das Universidades públicas. Mas é consenso em raras conversas informais entre pesquisadores que trabalham em Universidades públicas.



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Ano X Maio de 2016




Um Plano Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Paraná

Clovis Pereira



Neste artigo abordaremos um assunto de grande importância para o Sistema de C T & I e Sistema de Ensino Superior do Paraná, e que não está sendo abordado de modo regular pela comunidade acadêmica paranaense. Trata-se da elaboração e execução de um Plano Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação – PDCTI, em versão atualizada.

Um PDCTI atualizado deve ser um documento que visa conferir mais eficiência e eficácia à estrutura de pesquisa e aos programas de fomento à ciência, tecnologia e inovação do Estado do Paraná. 



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Ano IX Abril de 2016




Atlas da Violência 2003-2014 e a Barbárie Implantada

Luis Vieira



 O IPEA publicou O Atlas da Violência 2016, nele faz inferências curiosas, como a de que a educação é um escudo contra o homicídio. Para isso baseou-se na escolaridade das vítimas. Embora todo argumento pró-educação seja bem vindo, convem não exagerar nesse caso e verificar se  outras variáveis ocultas não estão presentes em associação com a escolaridade, como renda, posição social, bairro,etc.



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Ano IX Março de 2016




Não vou, não vou e não vou

Luis Vieira


Ou atualizando, não fui, não fui e não fui. Assim se exprimiriam melhor e mais coerentemente os autores do manifesto gerido no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ e divulgado amplamente sob a forma de abaixo assinado contra a participação nos Atos do último domingo, dia 13 de Março, pelo impeachment da presidente Dilma, pela condenação do ex-presidente Lula e contra a corrupção no governo, de uma forma geral.


O texto elenca quatro razões principais para não se apoiar a manifestação convocada pelos movimentos Vem pra Rua, Revoltados On Line, Brasil Livre, entre outros.


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Ano IX Março de 2016




Clovis Pereira UFPR

Neste artigo abordaremos um dos assuntos centrais no sistema universitário brasileiro, a governança universitária. Trata-se de um assunto que não é abordado em reuniões científicas, nem em reuniões dos Departamentos. Sabe-se que a governança universitária ao assumir a condição de má qualidade -- que pode ser caracterizada por uma mistura de: inaptidão para o cargo, incompetência administrativa, desinteresse, descaso, ausência de um bom plano de gestão, ingerência político-partidária etc. -- é uma das causas geradoras de graves problemas nas Universidades públicas brasileiras, sejam federais ou estaduais. 


​Comentários:

Abraham Zakon

A contribuição do meritório Professor Clóvis Pereira da Universidade Federal do Paraná merece uma ampla discussão acadêmica. Ele foi muito bondoso em alguns itens de sua proposta, para os quais acrescento sugestões. Ele não abordou sua vivência profissional, mas prefiro agir de modo diferente. 


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Ano IX fevereiro 2016



Luis Vieira

O PLC 77/2015,conhecido como Marco Legal da CT&I, foi sancionado recentemente (com vetos) pela presidenta Roussef, contemplando um regime especial para os professores pesquisadores das instituições científicas brasileiras que abre uma janela na burocracia e na blindagem que toldam as atividades econômicas no país.


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Ano IX janeiro 2016




Conversão

Clovis Pereira – UFPR


            O objetivo deste texto é propor conversão, mudança, reviravolta –- no significado amplo da palavra em grego μετατροπή (metatropi) -- embora tardia, ao Governo do Paraná na condução e no planejamento estratégico do sistema estadual de ensino superior e do sistema de C & T do Paraná. Talvez a administração central do Estado do Paraná sinta-se motivada, ao ler este artigo, para fomentar ações concretas que melhorem o planejamento estratégico de mudança visando o presente e o futuro dos dois sistemas acima citados.


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Ano IX dezembro 2015




Ensino Superior Público Deficitário Brasileiro

Um estudo de uma tese de doutorado da USP

Luis Vieira



Em 2012 foi defendida na USP uma tese de doutorado intitulada – Ampliação do Acesso ao Ensino Superior Privado Lucrativo Brasileiro: Um Estudo Sociológico com Bolsistas do PROUNI na Cidade de São Paulo. O título já levanta uma controvérsia quanto ao escopo. Quando se toma conhecimento dos materiais utilizados na pesquisa, constata-se que os dados de bolsistas resumem-se a 50 entrevistas, página 100, explicado em parte pela dificuldade de disponibilidade de estudantes e pelo suposto caráter qualitativo do trabalho.  Nem a invocação de Wright Mills, página 99,  substitui a evidente falta de diversidade de tipos, pior, contrariando o próprio mestre citado, para quem a análise qualitativa não pode proporcionar frequências ou grandezas, o autor, a partir da página 113, começa a deduzir frequências de sua amostra, que incluiu alunos da PUC-SP e Mackenzie,  instituições confessionais.


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Ano IX dezembro 2015




Speaker’s Corner(1)

O debate sobre o ensino pago em estabelecimentos oficiais promovido pela seção sindical do ANDES na UFRJ (ADUFRJ)

Luiz Vieira



(1) Speaker’s Corner



Ano IX novembro de 2015




ENEM sem partido

Luiz Vieira



Ano IX outubro de 2015




Cobrança dos cursos de extensão nas IFES,

apenas mais um prego no caixão da Universidade

Luiz Vieira



Ano IX  outubro de 2015




O homem tolo

Luiz Vieira



O poema "Perguntas a um homem bom" de Brecht, lido (23min30 a 25min39 do link disponibilizado) pelo professor da UFRJ, ex-presidente da ADUFRJ e representante do PCB, no II Congresso da CSP-CONLUTAS, foi uma escolha infeliz do ponto de vista do momento de enfrentamento e de elevada tensão social. Embora, se possa alegar que se tratava de uma fala retórica que não deve ser interpretada literalmente, fica muito difícil, após as declarações dos presidentes do MST e da CUT de que pegariam em armas, não incluir o entusiasmado orador no mesmo rol. Ainda, literalmente, o poema não faz sentido algum porque os vilões atuais são os homens maus da esquerda e da direita. No poema de Brecht, o homem bom representa a sociedade estabelecida, imutável, inquestionável, na boca do prócer do PCB virou bravata de comício.


https://www.youtube.com/watch?v=EGKI8Hi1Tvw&feature=youtu.be


Ano IX outubro de 2015




A difícil extinção dos dinossauros nas universidades federais

Luiz Vieira



Comentários:


Bom lembrar a regressão da instituição universidade no Brasil. O regime socialista jogou no lixo a universidade. Creio que faltou você incluir algo desse porte no final de seu texto. Os jovens docentes devem ser informados sobre essa ação praticada por diversod governos federais nos últimos 13 anos. E como efeito dessa causa, a universidade brasileira ficará a cada ano, na rabeira do sistema universitário mundial. Vide THE World Univeristy Rankings 2015-2016, divulgado recentemente por Thomson Reuters.


C.P.


Ano IX Outubro de 2015




Universidades Estaduais do Paraná: RUF 2015

Clovis Pereira (UFPR)



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Ano IX Setembro de 2015




Alunx, a pedagogia da androginia

Luiz Vieira



Ano IX Setembro de 2015




O terceiro turno na UFRJ

Luiz Vieira



Comentários:


Em um dos debates realizados entre as chapas, no auditório da Escola de Serviço Social, a cabeça da Chapa 2, criticou a prática de aparelhamento do PT nas organizações sociais no período Lula e Dilma e que havia abandonado o partido, o que lhe rendeu muitos aplausos. No entanto, no site do TSE, consta seu nome como filiada do PT, desde março de 2011. Ou o  TSE não atualizou seus arquivos, ou os políticos continuam sendo pouco cuidadosos nas suas afirmações.


Ano IX Setembro de 2015


 


Universidade a gosto

 Luiz Vieira



Comentários:


Sobre a Resolução CONSUNI 05/2014, feita sob medida para sufocar a autonomia universitária no interior da unidade mencionada vale destacar que a sua promulgação não implicou em correção do lapso regimental da UFRJ.

Muito pelo contrário, trata-se de um dispositivo contrainstitucional que afronta ilegalmente o Art 12, inciso XXI do Regimento da UFRJ, além dos Art. 21 e Art. 29, § 6º, do Estatuto da UFRJ, determinando inclusive que todas unidades, de forma compulsória, sejam obrigadas a seguir o que determina o Art. 64, § 8º, do mesmo documento, o qual corresponde à composição do CONSUNI.

Por último, vale observar que a mesma resolução do CONSUNI colide com a Lei 7.395/85, indevidamente citada em seu caput, a qual revogou a Lei 6.680/79, da Ditadura Militar, que no seu Art. 3º determinava que na forma dos estatutos e regimentos dos estabelecimentos de ensino, cabia ao Diretório indicar a representação estudanti nos colegiados acadêmicos.


L.



Ano IX Agosto de 2015




Recuperar a Universidade

Clovis Pereira - UFPR



Comentários


Recuperar as universidades - olhando para nossas realidades internas


1- A análise apresentada é excelente em amplitude e profundidade. Mas, sugere a realização de outras análises pelo governo - que induzirão os gestores (e/ou políticos) a manter e discutir interminavelmente o problema, sem que se adotem soluções viáveis e rápidas, que podem atenuar a vida infernal dos estudantes de graduação e evitar evasões. E gera um preconceito contra livros.
2 - É necessário separar os regimes de ensino da graduação e da pós-graduação - porque ambos adotam o sistema de créditos e requisitos - que em alguns casos torna-se uma sequencia burocrática  em nome da "pesquisa científica", e também gera feudos (familiares e político-partidários, presentes claramente nas universidades públicas).
3 - A oferta exagerada de opções de aprendizado - em disciplinas isoladas ou em grupos específicos -  gera dispersão didática, burocrática e mental nos alunos de graduação, em geral, inseguros e imaturos, muitos dos quais querem "curtir a universidade" com muitas festas, bebidas e diversões e conquistar estágios ou monitorias para custear suas despesas, assim como obter um diploma com as mesmas finalidades.
4 - É necessário adotar de imediato o sistema "semestral-seriado" com disciplinas fixas, inspirado no regime seriado anterior à Reforma Universitária de 1965 que tentou imitar os modelos americanos úteis para um país (deles) com uma cultura plenamente capitalista e competitiva sem as ilusões grandiosas de um "pátropi" cheio de amor para dar e receber.
5 - O curso de Medicina da UFRJ adotou na prática esse modelo semestral-seriado durante vários anos e seu ensino é considerado o melhor ou um dos melhores do Brasil, e segundo estou informado, com poucas evasões. Pouco se observa sobre o que ocorre dentro da mesma universidade para melhorar a graduação e evitar evasões.
6 - É necessário adotar a formação de equipes docentes hierarquizadas, para que os novos professores aprendam com os antigos sobre o conteúdo do curso, metodologia das disciplinas, limitações práticas e as coisas inerentes à instituição acolhedora deles e dos alunos. Nenhum docente novo é milagroso, "sangue bão" ou "PhDeus" e tem de aprender a ver e ouvir com os mais antigos.
7 - A formação de equipes docentes no modelo antigo de "cátedra" ou "cadeira"é a melhor referência, porque o sistema rápido e repetitivo de eleição de representantes e chefes para departamentos e colegiados produz o exagero de pessoas inexperientes avaliarem assuntos acadêmicos sem treinamento o convivência suficiente na instituição para o trato das questões abordadas. Eles precisam, no mínimo, de um ano para apenas ouvir e opinar sem direito a voto inicial.
8 - Os docentes titulares tem de constituir a maioria dos membros de uma congregação com apenas um representante de categoria docente ou funcional ou um aluno para que estes sejam porta-vozes legítimos de seus pares. A adoção de representantes proporcionais ao número de representados gera distorções. O melhor conhecimento didático e institucional é transmitido pelos de maior experiência ou titulação reconhecida e aceita com base nos méritos dos docentes.
9 - Uma universidade democrática é apenas uma ilusão pois se apoia na vontade dos despreparados, que teoricamente vieram para o ambiente acadêmico para receber conhecimento e prepararem-se para exercer cargos com capacidade analítica e decisória obtida após alguns anos de estudos bem orientados e muita convivência com pessoas e fatos.
10 - Cada novo professor doutor que entra (por concurso) tem direito (teoricamente) a ter um gabinete ou laboratório ou, ainda, a organizar/participar de um serviço de consultoria e não encontra espaço físico para tais objetivos o que gera problemas de convivência e ocupação inadequada de locais internos. A falta de hierarquia incorre na ausência do planejamento de recursos que se ampara em "negociações" e eleições comprometidas.
11 - É preciso substituir o modelo competitivo de conquista de verbas do governo federal (via projetos de pesquisa científica e tecnológica via CNPq e FINEP) pelo modelo (anterior) de orçamentos anuais capazes de garantir a sobrevivência de cada universidade, pelo menos, para ensinar e educar adequadamente na graduação, preparando-os para a vida profissional e social.
12 - É possível compatibilizar o ensino "livresco" na graduação com o aprendizado científico e tecnológico usando-se bibliotecas com livros, enciclopédias e dicionários impressos através da substituição de provas sem consulta por exercícios e provas com consulta livre, usando-se a internet como complemento (ao invés da obsessão pelos computadores e smartphones).
13 - O texto do autor é uma excelente referência para uma discussão que tem de ser rápida, mas tem de evitar a dispersão em novos (e intermináveis) estudos. É possível melhorar as coisas com as poucas medidas sugeridas.


A.Z.

zakon@eq.ufrj.br



Ano IX Agosto 2015




Por Que o Paraná Não Possui Universidades em Nível de Excelência?
Clóvis Pereira – UFPR


COMENTÁRIOS:

S.G.:  O Brasil é um país que maltrata seus professores, o resto é consequência.


Ano IX Junho 2015




A bolha do REUNI estourou
Luiz Vieira


A bolha sempre estoura no hemisfério mais fraco. No caso do REUNI, programa criado em 2007, pelo governo federal(1), para dobrar o número de vagas no ensino superior, isso significa menos recursos para bolsistas, para alojamentos, para refeições, ou seja, para aquele segmento que depende fortemente de ajuda governamental para estudar. No caso da UFRJ, a maior universidade federal do país, e uma das que menos obras estruturantes fez com as verbas do programa, a combinação é explosiva e explica, em parte, a mobilização de estudantes contra as restrições orçamentárias que atingem a universidade.

Os projetos do governo federal falharam e falham em um ou mais dos seguintes aspectos: adequação, implementação ou lisura que podem se dar em uma ou mais instâncias da administração federal. Como são carregados de ideologia, críticas ou denúncias são vistas como jogo do adversário. Escapar de investigações, buscar a absolvição ou confundir a opinião pública são atos de heroísmo partidário, recompensados com apoio e aplausos pela militância. A responsabilidade pelo que não deu certo é diluída na crise do capitalismo mundial, na herança maldita do governo FHC ou nas intrigas da midia golpista. Como governos não produzem riqueza, mas podem dilapidá-la, o desequilíbrio entre despesa e arrecadação no governo central levou ao contingenciamento orçamentário já no final de 2014 e aos cortes no orçamento de 2015. Para infelicidade do marketing, sintetizado no lema – pátria educadora, o ajuste fiscal bateu à porta da educação. Se a reação do governo é de minimizar o mal feito, para as oposições, à direita e à esquerda, o movimento é oposto, assim como as soluções. Para uns, deixar de pagar a dívida, aprofundar a socialização do país e cobrar mais impostos. Para outros, enxugar o estado, abrir a economia e cobrar mais pelos serviços públicos. Enquanto a resultante desse embate não se delineia, a incerteza sobre o futuro do país e de sua educação amplia-se a cada dia.

É nesse contexto que assume a reitoria da UFRJ uma administração de extrema esquerda, cujo reitor tem passagem pelo ANDES, CSP e MST. Tem também um currículo que lhe permitiu chegar ao nível de titular, bem ranqueado no Google Scholar ao qual subscreveu, apesar de suas críticas ao ranqueamento. Ordenar currículos nas ciências humanas é uma tarefa difícil. Estudo realizado com nossos mais destacados filósofos da atualidade, dentre os quais o atual ministro da educação, mostra resultados decepcionantes, com baixa repercussão internacional. Em se tratando do ministro, que foi diretor de avaliação da CAPES, um caso de feitiço se virando contra o feiticeiro.

Em sua intervenção inicial, na reunião do CONSUNI da UFRJ, no dia 11 de junho, o futuro reitor celebrou a presença maciça de estudantes no Conselho. A meu ver, não há o que celebrar, esses alunos deveriam estar nas salas de aula, laboratórios, estágios, etc. Se não estão lá, é porque algo de muito errado está acontecendo. E não me refiro ao excesso de pessoas em um ambiente fechado, com evidente risco de catátrofe humana, e sim à catástrofe de frustrar sonhos e expectativas de quem acreditou numa opção propagandeada com todo o peso das melhores agências de publicidade. E são da ordem de 400.000 estudantes presenciais a mais nas universidades federais em 2013, comparando-se com os números de 2007, de 615.542 para 1.045.507. No sistema de educação superior, como um todo, passou-se de 4.880.381 matrículas para 6.152.405, no mesmo período 2007-2013. O setor privado aumentou o número de matrículas na ordem de 700.000, de 3.639.413 para 4.374.431, o restante do crescimento foi devido a universidades estaduais e municipais.

Desse números, depreende-se também que os alunos de universidades federais representam, apenas, da ordem de 15% dos discentes de ensino superior em 2013. Assim como o REUNI, o PROUNI foi criado para viabilizar o aumento de matrículas no setor privado, objeto também de outro programa mais antigo, o FIES. Esses outros programas também sofreram cortes. Outras bolhas que estouraram.

(1) decreto presidencial 9.096, em 24 de Abril de 2007.


Ano IX  Junho de 2015


O caso Santa Maria!
Luiz Vieira



O memorando (Memorando Circular No. 02/2015, de 15 de maio de 2015) que o Pró-Reitor de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) mandou aos Programas de Pós-Graduação, a mando do Reitor, pedindo “informações sobre a presença ou perspectiva de discentes e/ou docentes israelenses” ganhou notoriedade nacional e até internacional pois reinaugura as ações de inteligência, de natureza ideológica, nas universidades federais brasileiras.

Muitas das reações de repúdio ao procedimento erram no alvo e na munição. O Pró-Reitor é um técnico típico, preocupado com máquinas agrícolas e com nenhum envolvimento aparente com as pautas dos movimentos sociais em geral, e de apoio à Autoridade Palestina ou Hamas, em particular. Tampouco é um caso típico de anti-semitismo, embora, para muitos judeus, ser crítico das políticas israelenses, dê no mesmo. Com isso, não estou isentando o agrônomo de sua parcela de responsabilidade, até porque também é bacharel em direito.

A origem do embroglio foi o envio ao Reitor, em 28 de agosto de 2014, de um ofício assinado pelo DCE, Associação de Docentes e Sindicato de Servidores, pedindo informações sobre cooperação acadêmica, tecnológica, de projetos, etc, com órgãos do governo israelense, universidades, laboratórios, etc. Em particular, o memorando destaca a evental cooperação com a empresa AEL, subsidiária da israelense ELBIT. Em acaso afirmativo, o documento pede o nome dos servidores responsáveis, assim como os documentos relacionados à toda e qualquer cooperação. Portanto, a coisa é bem maior do que parece e só vazou porque algum militonto conseguiu uma cópia do memorando enviado pelo Pró-Reitor de Pós-Graduação e carimbou-lhe as palavras de ordem “Freedom por Palestine” e “Boycott Israel”, afixando cópias em alguns quadros de aviso.

O Reitor, em nota pública, defende a UFSM, é sempre assim, aprontam e depois se dizem em defesa da instituição. Recentemente, esteve em Brasília na posse do novo Ministro da Educação e tornou pública a seguinte declaração “A afirmação da presidente Dilma Rousseff, na posse do ministro, na segunda-feira (6), de que os projetos estruturantes do Ministério da Educação não sofrerão qualquer tipo de interrupção ou sacrifício em termos orçamentários tranquiliza, dando a entender que a educação não seria tão afetada pelo contingenciamento econômico”. O que terá de sustentar diante da comunidade que lhe elegeu Reitor. Em tempo, só teve 35% dos votos dos docentes, foi eleito pelos TAES e estudantes. Aparentemente, é essa comunidade que cobra medidas severas contra o Estado de Israel, mas se cala a respeito dos projetos de cooperação em tecnologia de satélites com empresas Rússas, únicos no Brasil, assinados pelo Reitor em abril último, depois de um entendimento inicial na Feira Internacional de Defesa e Segurança (LAAD 2015). Ora, em termos de direitos humanos, o atual regime russo deixa muito a desejar...

A figura central desse episódio é o Reitor da UFSM, cuja nota oficial seria rejeitada por qualquer examinador de redação do ENEM, na qual se esquiva em assumir a responsabilidade por uma tentativa de passar ao largo das instâncias formais da universidade em um assunto tão grave, como o eventual boicote às instituições de outro país.


Ano IX  Junho de 2015


Apenas uma universidade latino-americana
Luiz Vieira


“Mas não se preocupe meu amigo
Com os horrores que eu lhe digo
Isso é somente uma canção
A vida realmente é diferente
Quer dizer
A vida é muito pior”

Belchior


Ao contrário da eficiente propaganda governamental, a educação superior vai mal, fruto da hipertrofia que tantos votos rendeu ao regime. As universidades tornaram-se outdoors do governo, seus reitores, obedientes signatários de manifestos de apoio, de Dilma a Fachin.

As portas abertas da academia foram sendo gradualmente fechadas para conter um bem explosivo – a ideologia da libertação, inebriante, mobilizadora e confortante. A universidade pilar da revolução, aberta aos movimentos sociais, fator de promoção social, de gênero e de raça. Inicialmente tomada pelos partidos de esquerda tradicionais que, uma vez instalados no poder central, passaram eles próprios a vidraça. Dissidências, novos partidos, ongs e movimentos sociais souberam capitalizar a insatisfação com as malogradas políticas educacionais, agravadas agora pelo colapso da política econômica. A universidade é a opção do momento para todo aquele que se quer fazer ouvir, favelado ou sem terra, excluído ou discriminado.

Se dinheiro não há, vão ouvir eu gritar. Os sindicatos mais agressivos se contrapõem ao sindicalismo oficial, os estudantes radicalizados esperneiam, quebram e barbarizam. Isso é recorrente nas universidades latino-americanas. Essa vocação messiânica, esse impasse de fim de mundo. Tão mais ambicioso, tanto mais impotente. Em um mundo de intensa criatividade científica, artística e intelectual, a universidade brasileira patina nas questões de sobrevivência de sempre. Salário, prédio, segurança, moradia, eleições. Coisa de colonizador em terra virgem.

Nunca, a universidade brasileira esteve tão longe da linha de frente das universidades mundiais. As três campeãs, cada uma a seu modo, agonizam no seu respectivo lado. E a tal destruição criativa deixa aos docentes a repulsa de aifoS, qual sindicato é menos ruim nesse momento? Dispender preciosas horas que sobraram do engarrafamento, da burocracia e das reuniões de condomínio&escola para esperar a votação que não vem nunca... Greve ou paralisação, protesto ou contesto, manifesto ou atesto?

Nessa direção em que nos apontam, não há nada para se ver. A universidade tem de ser esvaziada de seu conteúdo ideológico compulsório para poder se reerguer como organização dedicada ao ensino e à produção científica e cultural. Reitores, decanos, diretores devem ser eleitos em colegiados. As eleições diretas são cada vez mais puro circo. Tem que haver controle externo de contas, processos e procedimentos. A sociedade paga pela universidade, paga caro para uma oligarquia de docentes acumular cargos, projetos e poder a um nível raro, até mesmo para o mercado privado. Essa anarquia destrutiva é ótima para a locupletação legalizada ou clandestina. Sindicatos e oligarquias se complementam.

Se não há força interna para a mudança, pode-se tentar a ajuda de uma força externa. Se ela não existe, ou não é intensa o suficiente, então está na hora de ir construir seus sonhos alhures.

COMENTÁRIOS

A opção da administração federal, repleta de analfabetos funcionais, nos últimos 13 anos foi jogar a instituição universidade brasileira no lixo. E nós, membros da parte culta e bem informada do país permitimos.

C.P.

O Brasil talvez seja o único local do mundo que seja risco 0 para outros países e risco 100 para o próprio Brasil. Não existe maior inimigo do Brasil que o próprio Brasil.

G.





Ano IX Maio de 2015


O co-piloto na Reitoria
Luiz Vieira


Encerrada a apuração do segundo turno da consulta para Reitor da Universidade Federal do Rio de janeiro, cada instância apresenta os resultados de acordo com sua visão do pleito. Os regimentalistas usam o sistema de ponderação da resolução do CONSUNI, número 03 de 2015. De acordo com ela, Leher teve 25,007% dos votos do colégio eleitoral e Denise 23,897%, diferença de apenas 1,11% entre as duas chapas. Para o candidato vencedor, adepto da paridade, o que vale são os 13.377 votos recebidos, dos quais 9.538 de alunos, contra os 6.580 votos de sua concorrente, que venceu na categoria docente por 1.851 a 1.133. Muitos dos alunos que ajudaram a eleger Leher já terão deixado a universidade antes do fim de seu mandato...

Eu, talvez por deformação profissional, vou adotar uma abordagem mais espacial, comparar os candidatos por seções eleitorais. São 50 seções eleitorais, das quais 11 referentes a alunos EAD (num total de 2.775 estudantes), no entanto, nem uma centena deles votou. A candidata Denise ganhou na categoria docente em 33 seções, Leher em 11, houve um empate e em 5 seções EAD não houve votos. Em três centros, ela ganhou em todas as seções – CCMN, CT e CCJE. Ganhou ainda na Administração Central, Macaé e Xerem. No CCS ganhou em 8 das 12 seções, no CLA em 3 das 4. O candidato Leher, nessa categoria, venceu em 3 seções do CFCH, 2 seções do CCS, e no Museu Nacional. No segmento TAE , Leher venceu em 25 seções e Denise em 14, 11 seções não têm TAE. Em relação aos estudantes, Leher venceu em 30 seções, Denise em 9, houve dois empates e em 9 seções não houve votos.

O processo eleitoral apresentou algumas falhas que sempre são relevadas diante do enorme esforço dos membros da Comissão Coordenadora do Processo Sucessório (CCPS), mas será essa uma justificativa suficiente para eternizar os mesmos problemas? Um deles, foi o padrão diferente de cobertura da apuração nos dois turnos da eleição. Enquanto que no primeiro turno era possível acompanhar a evolução da apuração, no segundo isso foi muito mais difícil. A divulgação da votação por seções foi colocada na página da UFRJ no primeiro turno, isso não aconteceu agora. E o mais grave, a prática da boca de urna fora dos limites legais, no segmento estudantil. Exatamente o segmento que definiu a eleição.

Pode ser que a chapa 20 esqueça tudo o que falou na campanha e adote uma visão pragmática de administração, estamos vendo isso no governo federal. Ou não, e persevere num programa radical de reinvenção da UFRJ via um Congresso Universitário paritário. Contaria para isso com a maioria de votos de TAES e estudantes, supostos beneficiários de muitas promessas de campanha. Até agora a única habilidade comprovada de Leher e seu entorno é a capacidade de manter o controle indefinido de uma seção sindical e reproduzir isso a nível nacional no ANDES. Mas a gestão de uma universidade desse porte vai exigir bem mais do que isso.


Ano IX Maio de 2015


As Melhores Universidades Jovens da Terra em 2015
Clóvis Pereira – UFPR


Ano IX Maio de 2015



Carta Aberta a Marcelo Miranda da Silva
(a propósito do panfleto que escreveu em apoio a uma candidata a reitoria da UFRJ)              


Ano IX Abril de 2015

Ano IX Março de 2015

O Fio da Navalha*
Luis Vieira


Ano IX Janeiro 2015


Retrospectiva 2014
OBSUNI



O oitavo ano de existência do Projeto OBSUNI foi marcado por eventos significativos que sinalizam uma mudança de qualidade do projeto.

Em fevereiro, participamos da Maratona de Negócios da Campus Party e ficamos em primeiro lugar na categoria Jornalismo e Comunicação.

Embora, o foco do Projeto seja a educação superior no Brasil, o tema direitos humanos, pela sua abrangência e envolvimento, foi contemplado diversas vezes no clipping e em vídeos. Do nosso ponto de vista, esses direitos também devem ser respeitados para o cidadão de bem, que se manifesta contra os abusos dos governantes, incluindo-se aí, os estudantes que, em diversos países vão às ruas protestar contra regimes autoritários. Em particular, o registro em vídeo da fala da deputada venezuelana Corina Machado,em comissão do Senado brasileiro, no canal OBSUNI no You Tube, alcançou mais de 195.000 visualizações.

O fundamento do projeto é a produção de textos reflexivos sobre a educação superior no Brasil. Somente em 2014, foram produzidos cerca de 20 textos que podem ser lidos na página principal do projeto ou na página de postagens. Dentre eles, Ciência: Propostas Para o Avanço , recebeu destaque do Senador Álvaro Dias, cujo gabinete em correspondência ao autor, escreveu: "... Pela importância do tema e profundidade de sua análise, o senador determinou que o texto "Ciência: Propostas para o Avanço" seja inserido na Pauta de Estudos do Grupo de Trabalho de nosso Gabinete, para melhor conhecimento e análise." A questão da qualidade da produção científica também recebeu destaque, foram publicados diversos textos, dentre eles: Qualis sob suspeita e Submundo Acadêmico que despertaram o interesse da revista Veja, que publicou sua própria matéria sobre o tema, colocando-o na pauta de discussão sobre a ciência produzida no Brasil.

Ao final do ano, o diretor do Projeto inaugurou o escritório do OBSUNI no Rio de Janeiro e também foi agraciado com o Prêmio Cultura do Distrito LC-1 do Lions Club.

O próximo ano traz desafios enormes para a educação superior que não fica imune à grave crise institucional, econômica, financeira e social pela qual passa o Brasil.

O Observatório da Universidade deseja a seus contatos e parceiros um Feliz Natal e muitas alegrias em 2015.


Ano VIII Dezembro 2014


Ranking Universitário 2014 de Países do BRICS e de Países de Economias Emergentes Não Pertencentes ao BRICS
Clovis Pereira – UFPR


Ano VIII Novembro 2014


CONAE 2014
A Composição
Luis Vieira



Em 2010, quando da realização do I CONAE, comentei, em um artigo, a composição dos delegados que decidem como vai ser a educação no Brasil. Naquela ocasião, após exaustiva análise concluí - Mas é evidente que a composição do CONAE reflete a predominância do setor sindical e do setor público. Como o governo atual tem muitos dos seus quadros oriundos do movimento sindical, há de certa maneira uma replicação de perfis que, se por um lado dá mais homogeneidade ao CONAES, por outro, lhe subtrai a diversidade de experiências e também sua representatividade real.

Quatro anos depois o número de delegados passa de 2.884 para 4.500! Dentre os quais novamente predominam largamente os mesmos setores apesar da presença real do setor privado na educação brasileira. Em alguns casos, há até uma dupla representação sindical, por exemplo, no Forum Nacional de Educação, que organiza o CONAE, há um delegado efetivo da Representação dos Movimentos em Defesa do Direito à Educação que é um pool de organizações que inclue o MST e a CNTE - filiada à CUT. No mesmo Forum organizador do CONAE estão presentes delegados das Centrais Sindicais - o efetivo é da CUT, e também da CNTE, da CONFENEM, da CONTEE, da FASUBRA, do PROIFES, da UNE, da UBES, da representação do campo - o delegado efetivo é da CONTAG. Da sociedade civil organizada não sindical há um delegado da CNI e um do sistema S. Do setor privado apenas um representante. Não se vê representantes de categorias profissionais. A comunidade científica tem um solitário representante. As universidades católicas não têm representante.

A consequência se vê na definição dos eixos, na programação, nas resoluções que priorizam uma pauta classista situando a educação como instrumento de “justiça social”, mas o conteúdo da Conferência será objeto de um segundo artigo, da mesma forma como fizemos há quatro anos atrás sobre as recomendações do CONAE 2010 para o ensino superior.


Ano VIII Novembro de 2014



Ciência: Propostas Para o Avanço
Clóvis Pereira – UFPR

Ano VIII Outubro de 2014





IBGE, preocupações de uma pesquisadora  
Denise Britz do Nascimento Silva (ENCE-IBGE)



Escrevo para compartilhar com vocês minha enorme preocupação com o que está ocorrendo no momento com o IBGE ... ou melhor... com o que pode vir a ocorrer. Acho que o momento é muito grave e precisamos avaliar o situação com toda a complexidade envolvida. Não acho que podemos ou devemos considerar a comissão de especialistas de forma isolada. Não é este o caso. Foram criadas duas comissões e uma delas é de sindicância.

As 2 comissões foram criadas num movimento único do Governo e eu não consigo acreditar que esta(s) ação(ões) ocorrereu(am) com real e único foco na melhoria dos processos do IBGE e da produção de estatísticas oficiais.. um bem público.

Concordo plenamente que a comissão de especialistas é formada sem dúvida por excelentes pesquisadores e pessoas de alta respeitabilidade mas não podemos esquecer que este governo não está agindo de forma respeitosa com o IBGE no momento de criar duas comissões, uma para analisar a PNAD 2013 e outra que é uma comissão de sindicância.

Não há dúvida que o IBGE cometeu um erro e que uma avaliação independente trará melhorias aos protocolos de trabalho do IBGE e benefício à nação.

Entretanto... a forma que as comissões estão sendo criadas é inadequada para fazer jus à história e ao serviço do IBGE para o País.

Notem que apoio ao IBGE não se traduz em desconsiderar o erro cometido. Erramos... e isto indica a necessidade de uma revisão de protocolos... e uma avaliação externa pode e deve ser um caminho importante neste processo de revisão.

Em 1997, o IBGE solicitou ao Statistics Canada um avaliação dos nosso processos de trabalho. O trabalho de avaliação técnica realizado pelo StatsCan foi detalhado e importantíssimo para o IBGE. Como consequência, o IBGE se modernizou e a avaliação realizada teve efeitos extremamente benéficos para a instituição.

Mas, hoje, desta vez, não foi dada ao IBGE a oportunidade de criar esta ou outra comissão de especialistas (nacionais ou internacionais) ou de informar à socidedade como trataria a avaliação dos processos. Esta opção nos foi negada. Fomos atropelados pela notícias da criação de duas comissões.. sendo uma delas a comissão de sindicância.

Acho muito bom que a comissão de especialistas independentes seja composta pelas pessoas citadas. Tenho certeza que o IBGE receberá bem esta comissão. Alguns dos participantes já são ou foram participantes de comitês técnicos a convite do IBGE. Mas... estamos (pelo menos eu estou) de luto pela criação das comissões da forma que ocorreu.

Participei na semana passada de um workshop sobre qualidade em pesquisas realizado em Washignton (ITSEW2014 - International Total Survey Error Workshop). Neste seminário tive conhecimento sobre um erro cometido pelo Statistics Sweden em 2010*. Devido a isto, o Governo da Suécia definiu que o Statistics Sweden deveria implantar uma revisão de qualidade em suas pesquisas e um relatório deveria ser produzido para ser entregue ao Ministro das Finanças: "The government of Sweden stated in Statistics Sweden’s appropriations directive for 2011 that the agency was required to complete on going work within the area of quality and that significant quality improvements were to be reported to the Ministry of Finance at end of 2011 and every year following. A report was requested in the form of specific indicators that
signify any quality improvements that are occurring in pre-specified, key programs."


Uma comissão mista com membros internos e externos à instituição foi proposta e montada pelo Statistics Sweden. Os dois membros externos são: Paul Biemer , especialista em Survey Methods e Denis Trewin (ex-presidente do Australian Bureau of Statistics ). O trabalho de avaliação ainda está em andamento e sua metodologia e resultados podem ser encontrados em 2 artigos: A System for Managing the Quality of Official Statistics e A Tool for Managing Product Quality.

Relato o caso para colocar os fatos que ocorreram com a ratificação de estimativas produzidas pelo IBGE num contexto comparativo com o dia-a-dia dos vários Institutos Nacionais de Estatística do mundo. O erro aconteceu, na Suécia e no Brasil, os processos de trabalho precisam ser revisados mas a forma de fazê-lo é na busca da qualidade.

No caso do Brasil, não acho corretas as ações que o MPOG está tomando, e da forma que está fazendo, em relação ao IBGE. Entendo que um momento difícil como este sempre alavanca discussões importantes que podem trazer melhorias para a produção das Estatísticas Públicas. Entretanto, muita água ainda vai rolar... as palavras e ações tem peso e, sempre, consequências.

Não escrevo em nome do IBGE mas não há como separar meu julgamento da minha história profissional. Não gostaria que esta mensagem fosse vista como uma fala corporativista, mas entendo que não tenho como evitar isto.

*http://www.scb.se/en_/Finding-statistics/Statistics-by-subject-area/National-Accounts/National-Accounts/National-Accounts-quarterly-and-annual-estimates/Aktuell-Pong/22918/Behallare-for-Press/Correction-Net-lendingborrowing-for-local-government-2009-non-financial-sector-accounts/


Ano VIII Outubro de 2014


Ranking Universitário Folha 2014
Clóvis Pereira – UFPR


Ano VIII  Setembro 2014



Controle Social da Academia
Luis Vieira


Um dos mantras preferidos pela esquerda, o controle social das atividades do Estado, tem sido propagado ad nauseam pelos seus inúmeros partidos na propaganda eleitoral. O decreto presidencial 8.243, Política Nacional de Participação Social, cuja implantação está, por ora, suspensa pela legislação eleitoral, aprofunda a metamorfose do Estado brasileiro em um Estado de sovietes. Desfaçadamente, o governo central gera a própria crise que justifica a mudança, a corrupção e a ineficiência desses últimos 12 anos são debitados ao Estado democrático de direito, constituído a partir da Constituição de 1988 (a qual boa parte da esquerda não subscreveu).

Nas universidades federais, regidas a colegiados, a materialização do propalado controle social é a constituição de sindicatos e associações estudantis classistas (leia-se revolucionárias) cuja atuação ultrapassa o domínio das reivindicações trabalhistas para se instalar no centro das deliberações da instituição universitária. Como se isso fosse pouco, as entidades reivindicam também o direito de indicar os representantes nos colegiados, retirando da administração da instituição de ensino superior, responsável perante a lei e a sociedade, a prerrogativa de organizar o processo de escolha dos representantes. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro a constituição de seu colegiado maior – Conselho Universitário – prevê que a indicação dos representantes discentes é prerrogativa das entidades estudantis mas não havia nada tão explícito quanto às congregações de unidade e foi exatamente numa delas – Escola de Educação Física e Desportos que se instalou uma polêmica sobre quem deveria organizar as eleições – a administração da IES ou o Centro Acadêmico. Por considerar que não feria o Estatuto da Universidade, o diretor da EEFD manteve o procedimento institucional e foi por isso acusado de autoritarismo, para dizer o mínimo. A controvérsia só foi resolvida, no âmbito da UFRJ, em maio de 2014, a favor das classes oprimidas, é claro, através da resolução no 5* (que não contempla colegiados de departamentos), demonstrando, no entanto, que o professor da EEFD não tinha violado nenhuma norma dessa universidade, senão ela não teria se feito necessária.

Dificuldades dessa natureza somadas aos problemas crônicos da administração federal desencorajam vocações para a gestão universitária, a menos que as motivações sejam de natureza política.



*Resolução No 5/2014 do CONSUNI da UFRJ

Art. 1º Reafirmar a prerrogativa das entidades representativas dos estudantes na organização do processo de escolha dos representantes discentes nos colegiados superiores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, bem como nas Congregações das Unidades Acadêmicas e colegiados equivalentes dos Órgãos Suplementares.


Comentários recebidos:


 Indicação de representantes discentes

 Uma coisa é definir quem convoca e comanda as eleições dos representantes no Consuni ou nas Congregações. Outra coisa, muito diferente, é definir quem comanda o processo de indicação. As entidades estudantis não querem comandar esse processo, substituindo a instituição federal. Elas não querem elas mesmas fazerem as eleições. Elas simplesmente não querem essas eleições com voto direto dos discentes elegendo os representantes discentes. Parece parecido. Mas é muito diferente. De um lado, um processo eleitoral. De outro lado, um processo de indicação de representantes sem eleição desses representantes pelos que serão representados. Se a UFRJ quer conceder assentos, em seus Colegiados, para as entidades do movimento estudantil, tudo bem, maravilha. Só não pode é com isso zerar a indicação de representantes discentes com eleições similares às que convoca para os representantes docentes.

L.E.R.Carvalho


Ano VIII  setembro 2014
                        
 
      

                                                                                                                                                                                                    
Os Cientistas mais Influentes no Mundo Atual e o Contexto Brasileiro*
Clóvis Pereira – UFPR

Ano VIII Agosto de 2014




A Era do Conhecimento Globalizado 
Clóvis Pereira – UFPR

Ano VIII  julho 2014




Submundo acadêmico*
Luis Vieira

Ano VIII  julho 2014


               

                                                              
Qualis sob suspeita*
Luis Vieira   

                                                                                                      

Ano VIII  Julho de 2014